Jornal do Comércio
Caderno Empresas & Negócios
Data: 7/07/2008
Entrevista pode fazer toda a diferença
A entrevista é o momento crucial de quem procura emprego. Candidatos que sabem tudo, dizem ter conhecimento em todas as áreas mencionadas e depois não conseguem cumprir com o que falaram correm grande risco de perder o emprego. Sinceridade é a palavra de ordem para quem quer aumentar as chances de ser contratado e de permanecer no emprego. "A impressão passada na entrevista é fundamental. O candidato precisa ser honesto e dizer aquilo que realmente tem condições de fazer", alerta a gestora de Pessoas, Qualidade e Capacitação da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL), Tatiana Zaffari.
Assim como a falsa venda é complicada, os recrutadores também estão vacinados contra as respostas prontas. "O que mais ouvimos quando perguntamos sobre defeito ou qualidade é perfeccionismo", comenta Tatiana. Para quem está com entrevistas de emprego agendadas, ela dá as dicas. É importante chegar um pouco antes do horário marcado, para evitar atrasos. Mas isso não significa ficar horas na sala de espera. Desligar o celular é regra básica. A apresentação também conta. Não precisa ser roupa cara, mas é preciso estar bem apresentável. "A pessoa tem que ter o bom senso e saber que está se vendendo. Ninguém compra um produto em uma embalagem rasgada e amassada", compara. No caso de não poder comparecer no horário marcado, ligue para cancelar. A maioria das pessoas não dá qualquer retorno, principalmente se já conseguiu outro emprego. E, nesses casos, as portas podem se fechar para futuras oportunidades.
Além da aparência e de um bom currículo, o candidado deve se preparar também para saber se comunicar de forma correta. "Por isso, é importante ter conhecimento sobre a produção vocal, bem como os cuidados necessários para manter a voz saudável", ressalta a fonoaudióloga Débora Brum, diretora da empresa Comunicativa Fonoaudiologia Empresarial.
Falar muito rápido, com voz monótona ou agressiva, respiração ofegante, erros de português, jargões ou vícios de linguagem são alguns dos comportamentos que transmitem uma impressão negativa. "A voz deve estar em sintonia com uma linguagem correta, dicção clara, ritmo de fala adequado e discurso objetivo, possibilitando maior assertividade nas relações de trabalho e sociais", explica.
Quem não possui essas habilidades pode recorrer ao treinamento especializado aplicado por fonoaudiólogos. "A procura pelos serviços tem crescido bastante", diz a especialista. Com a experiência de quem desenvolve treinamentos nessa área desde 2002, ela afirma que aspectos como a voz, fala, postura, linguagem verbal, linguagem corporal, clareza do discurso e vocabulário são intensamente treinados e aperfeiçoados, mudando a atitude comunicativa de cada profissional.
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